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  • Lammas: a colheita que alimenta a alma

    No Hemisfério Sul, o início de fevereiro marca a celebração de Lammas, também conhecido pelo nome celta Lughnasadh (pronuncia-se lu-na-sá). É o festival da primeira colheita, um dos grandes sabás da tradição celta. O nome Lammas deriva do inglês antigo loaf mass, “missa do pão”, em referência ao costume medieval de preparar pães com a…

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  • Imbolc: a chama de Brigid

    No Hemisfério Sul, o dia 1º de agosto marca a celebração de Imbolc, um dos sabás menores da tradição celta. Localizado entre o inverno e a primavera, esse festival anuncia que a terra, ainda silenciosa, começa lentamente a despertar. Seu nome deriva do gaélico i mbolg, “no ventre”, uma referência à vida que se forma…

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  • 30 de julho: o dia em que o mundo borda!

    Dia 30 de julho. Em algum lugar de São Tomé e Príncipe, alguém começa um novo bordado. Em uma biblioteca no Canadá, um grupo se reúne para costurar e conversar. Na Inglaterra, um museu abre espaço para oficinas. Em diferentes cidades do Brasil, agulhas atravessam tecidos, mãos se encontram e histórias continuam sendo contadas. Talvez,…

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  • O girassol de três mundos

    O girassol aparece em lugares muito diferentes. Na pintura de Van Gogh. Na Rainha de Paus do Tarot Rider-Waite. Na lenda da Cabocla Jurema. Três histórias que nasceram em tempos, culturas e contextos distintos, mas que parecem costuradas pelo mesmo fio. Começo pelo tarô. A Rainha de Paus está sentada em seu trono entre leões.…

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  • Enquanto o periódico avalia, o mundo muda

    Há uma sensação curiosa que acompanha quem faz pesquisa em áreas ligadas à tecnologia. Você escreve sobre o presente sabendo que, quando o texto finalmente for publicado, parte dele já pertencerá ao passado. A produção científica sempre precisou de tempo. Revisão por pares, correções, novas leituras, pareceres. Esse cuidado é uma das razões pelas quais…

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  • Siamo arrivati: as cartas que a gente gosta de ver

    Depois de escrever sobre as cartas que a gente teme encontrar numa tiragem, fiquei pensando numa pergunta. Será que existem cartas realmente boas? Acho que não. Ou talvez exista outra maneira de olhar para isso. Porque, se algumas cartas nos pedem coragem para atravessar uma fase difícil, existem outras que chegam quase como quem diz:…

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  • Bordado botânico

    Este ano, quase todos os meus bordados foram botânicos. Folhas, flores, galhos, raízes. Não foi uma decisão consciente. Simplesmente aconteceu. Hoje acho que meu inconsciente já sabia o que minhas mãos estavam procurando. Essa história começou na faculdade. Curiosamente, embora eu tenha cursado Biblioteconomia e Ciência da Informação, foi ali que conheci as exsicatas: plantas…

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  • O conflito entre identidade acadêmica e identidade pessoal

    Durante a graduação, uma professora costumava começar algumas aulas de um jeito que, na época, eu não compreendia completamente. Ela colocava uma música. Não era para analisar a melodia nem descobrir quem era o artista. Era para prestar atenção na letra. Depois, conversávamos sobre o que aquele texto despertava em cada um de nós. Naquele…

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  • Attraversiamo: atravessando as cartas que a gente tem medo

    Outro dia estive em uma consulta de tarô. A pergunta era sobre questões do coração. E, pela segunda vez, apareceu o três de espadas. A famosa carta do “coração partido”. Minha primeira reação foi negociar. “Mas eu preciso mesmo passar por isso?” “Não existe um caminho alternativo?” A resposta veio quase como uma bronca: “Você…

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  • Oxóssi e Ossaim

    Já falei da floresta como monumento. Uma paisagem construída ao longo de milhares de anos pelas mãos de povos indígenas. Hoje quero olhar para ela de outro jeito. Como mistério. Porque a mata também guarda conhecimento. Ela abriga remédios, alimentos, histórias e caminhos que nem sempre estão escritos em livros. Nas tradições de matriz iorubá,…

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